Almeida ficou torporoso com o que via, foi acordado para a realidade, pelos repetidos gritos de Rodolfo.

Os corpos espalhados no chão, começaram a se levantar. Almeida e Rodolfo atiravam nos corpos, que avançavam lentamente, mas eles continuavam a levantar.
"Vãobora, vãobora..." apesar da compulsão de Almeida em descobrir quem estava por trás daquilo tudo, recuou.
Almeida e Rodolfo então começaram a recuar rapidamente e tentaram de forma desesperada abrir a porta. Os corpos continuavam vindo, enquanto Almeida trocava rapidamente seus pentes, Rodolfo tentava abrir a porta...
Na hora certa...
A corrida escada acima foi dificultada pelo terror dos gritos vindos da porta, onde estava o policial federal que ficou para trás para defender a posição. Cançados, os dois tentavam correr ainda mais rápido... Ao chegarem, encontraram o policial federal morto.
Correram pela sala de estar.
Em um momento, Almeida lembra-se de estar correndo pela sala e no outro, tudo que ele se lembra é de um rosnado e um vulto negro.
Olhando para cima, viu uma fera bestial, feita de sombras... era como se ele tivesse sido drogado e perdido a noção da realidade. O coração de Almeida se degladiava em seu peito, como que querendo sair, fugir dali e não testemunhar mais nada daquilo... Medo. Pânico!

Ela rugia logo a sua frente. Olhos amarelos pontuavam a escuridão a sua volta. Almeida sacou suas pistolas e atirou, achando que isto seria suficiente para afastar a criatura. Ela mordeu o seu ombro e ele soube que era uma questão simples de sobrevivência.
Almeida apertou o gatilho até o fim. Suas gêmeas gritaram pedindo clemência imediata... Os tiros de Rodolfo também foram fundamentais.
A criatura sumiu, deixando somente a dor que a mordida causara. Almeida saiu cambaleando.
No teto, as marcas de bala pontuavam um mosaico aleatório, como estrelas no céu. Aquela criatura não era normal.
Um comentário:
Blog muito bom.
Quero ver as próximas considerações do almeida... principalmente sobre o que diabos está acontecendo em BH.
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