Informações haviam sido repassadas pelo Delegado da PF que o Xandu estava sendo investigado por outros crimes, dentre os mais importantes estava o sequestro de uma garota, filha de um figurão importante... Havia, inclusive, uma campana da PF no local.
A mansão estava no Jardim Canadá. Chegamos por volta da 3h do dia 1°. Segundo os policiais de campana, Xandu estava dando uma festa para 12 pesssoas, entre elas dois dos policiais mais corruptos que Almeida conhecia, da DP onde trabalhava.
Estavam prontos para invadir e os colegas federais ainda dariam um apoio.
Os muros da mansão eram altos, com cerca elétrica e luzes espalhadas em locais estratégicas.
Almeida entrou, seguido por Rodolfo e dois PFs, logo após o próprio Rodolfo hackear o sistema de segurança da casa e certificar-se que os seguranças teriam ido para trás da casa. A entrada foi padronizada e um sucesso. Almeida tinha o coração acelerado, mas não por nervosismo, mas pela alegria que trabalhar com a PF lhe causava.
Uma rápida olhada pela casa, mostrou que não havia ninguém disponível. Onde estariam?
"Rodolfo, o mapa da casa está disponível online?" perguntou Almeida.
"Vamos ver... Pronto!" O mapa mostrava uma passagem, que não mostrava além.
"Vamos investigar" Disse Almeida puxando a fila, segurando as gêmeas.
O interior da casa era compatível com o alto luxo esperado pela sua localização. Observava-se quadros finos, mobiliário caro e tapetes elegantes.
A porta ficava atrás de um armário. Os homens facilmente penetraram pela porta e um deles ficou para trás, defendendo a posição.
Um frio maldito, que ultrapassava o sentido simples da temperatura baixa, tirando também o calor do coração do homem. Figuras rupestres de estilo grego, em tinta branca, davam a parede de pedra negra uma existência ainda mais fúnebre.
Chegando até a parte mais baixa da escadaria, a sensação de frio só aumentara. As lanternas elétricas iluminavam um ponto único e a sensação que passavam era de inutilidade.
Um vulto negro foi percebido pela visão periférica.
Almeida sentia-se tenso, mas feliz, a morte daquele drogado podia não ser em vão se ele achasse o causador disso tudo, ele sempre acreditava que poderia haver esperança. Sempre.
O corredor dava em uma sala ampla, com uma enorme porta de metal. Rodolfo retirou pequenas ferramentas de seu bolso e comecou a mexer nelas. O cara era bom...
Click
A porta estava aberta.
A névoa fria, que cobria o piso, saiu da sala para qual dá acesso a porta. Parecia fugir das atrocidades que presenciara...
No chão, vários corpos. Corpos secos, pálidos, retorcidos e com a face demonstrando a dor do último segundo de existência...
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